segunda-feira, 7 de maio de 2018

Juventude e Luta de Classes

Juventude e Luta de Classes - Diego M. P. Anjos e Rubens Vinicius da Silva


domingo, 15 de outubro de 2017

Sapato 36 Raul Seixas

Sapato 36
Raul Seixas
 

Eu calço é 37
Meu pai me dá 36
Dói, mas no dia seguinte
Aperto meu pé outra vez
Eu aperto meu pé outra vez

Pai eu já tô crescidinho
Pague prá ver, que eu aposto
Vou escolher meu sapato
E andar do jeito que eu gosto
E andar do jeito que eu gosto

Por que cargas d'águas
Você acha que tem o direito
De afogar tudo aquilo que eu
Sinto em meu peito
Você só vai ter o respeito que quer
Na realidade
No dia em que você souber respeitar
A minha vontade
Meu pai
Meu pai

Pai já tô indo-me embora
Quero partir sem brigar
Pois eu já escolhi meu sapato
Que não vai mais me apertar
Que não vai mais me apertar
Que não vai mais me apertar

Por que cargas d'águas
Você acha que tem o direito
De afogar tudo aquilo que eu
Sinto em meu peito
Você só vai ter o respeito que quer
Na realidade
No dia em que você souber respeitar
A minha vontade
Meu pai
Meu pai

Pai já tô indo-me embora
Eu quero partir sem brigar
Já escolhi meu sapato
Que não vai mais me apertar (Êêêê)
Que não vai mais me apertar (Aaaa)
Que não vai mais me apertar (Êêêê)

Bem Vindo Ao Mundo Adulto - Biquini Cavadão

Bem Vindo Ao Mundo Adulto



Biquini Cavadão

Você vem e chega com esse papo
De que o mundo é tão feio
A vida é tão cruel
Há quanto tempo isso já não é novidade
Passada certa idade você tem
Tem nojo de tudo

Eu digo
Bem vindo ao mundo adulto
Não creia em ingenuidades
Amigos sempre fomos, negócios sempre a parte
Você que descobriu tudo isso um pouco tarde !

Você agora é que vem com esse papo:
"Está tudo um tédio, não tenho um programa"
Rima tudo com remédio depois ganha uma grana
Ainda te acho sincero,
Mas não perdoo os seus erros
Aguente agora os conchavos
As trocas de favores, jabás e chantagens
Você esta formalmente apresentado a falsidade

Coitadinho de você, não sabia o que fazer,
Olha o mundo a sua volta, só acredita na revolta
Não sabe uma oração ?
O que está a sua volta nunca mais se interrompe:
Nada se cria , tudo se corrompe ,
Bem vindo ao mundo adulto !

A juventude através da Música

Vamos postar aqui algumas letras de músicas que tematizam a questão da juventude.

Biquíni Cavadão - Bem Vindo ao Mundo Adulto

Raul Seixas - Sapato 36

A Constituição social (capitalista) da juventude

A Constituição social (capitalista) da juventude


A juventude é uma invenção recente na história da humanidade, apesar da naturalização realizada pelas representações cotidianas e ideologias científicas. A juventude é uma produção da sociedade capitalista, através do processo de escolarização, meios oligopolistas de comunicação, ideologias científicas (medicina, psicologia, etc.), tornando-se um mercado consumidor específico clique aqui para ler um texto sobre isso).

Devido a situação social específica da juventude, surge a rebeldia e o processo de contestação (e não por razões biológicas como dizem as ideologias científicas), que pode ser assimilado pelo capitalismo (sendo domesticado e mercantilizado) ou reinterpretado para perder sua força política ("rebeldes sem causa") ou pode reconhecer suas raízes sociais e tornar-se um movimento revolucionário. Isso significaria que a juventude passaria de grupo social determinado para autodeterminado, ao invés de seguir a agenda e objetivos da sociedade capitalista, seguiria seus próprios objetivos de liberdade e emancipação, o que significaria articular sua luta com a dos trabalhadores e demais setores da sociedade que lutam pela emancipação humana).



As ideologias voluntaristas, individualistas, indeterministas, reforçam a ilusão de liberdade e ao fazerem isso contribuem com o caráter determinado da juventude, ao invés de contribuir com sua autodeterminação, Somente com a percepção da não-liberdade é que se pode lutar pela liberdade. A mentalidade competitiva, que atinge a toda a população, incluindo a jovem, é um dos obstáculos para isso e perceber que todo indivíduo é formado socialmente é fundamental para refletir e conquistar maior autonomia intelectual, elemento fundamental para a luta pela emancipação humana.

As lutas juvenis podem ser canalizadas para a ineficácia ou reprodução do capitalismo, adquirindo conotação meramente cultural (que faz parte da luta mas que é insuficiente), ou promovendo divisões nas lutas sociais, criando demandas isoladas e que dificultam a articulação com demais setores da sociedade. "Dividir para conquistar", escreveu Maquiavel, o livro de cabeceira da burguesia. As lutas juvenis só ganham maior amplitude quando são lutas contra o capital e a favor da autogestão social. A recusa do mundo adulto não é um "conflito de geração" e sim uma luta contra o capitalismo e o mundo hipócrita, falso, mercantil, competitivo, que é negação da natureza humana, tal como se vê na música abaixo: O mundo adulto é o mundo capitalista, que busca garantir a reprodução das relações de produção capitalistas através da adequação à sociedade, ao trabalho, às obrigações civis, responsabilidades sociais, enfim, à alienação. Veja música (letra e música/vídeo) de Raul Seixas, "Sapato 36" (Meu Pai), clicando aqui.


 


Para ver a letra dessa música, clique aqui. Assim, a luta da juventude pode assumir maior radicalidade e contribuir com as lutas operárias e de outros setores, tal como ocorreu no final da década de 1960. Leia mais sobre juventude e lutas juvenis, clicando aqui.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Convite para lançamento do livro "Juventude e Sociedade"



Acima convite para o lançamento do livro "Juventude e Sociedade - Ensaios sobre a Condição Juvenil", na Livraria Saraiva, Flamboyant Shopping Center.

VIANA, Nildo. Juventude e Sociedade. Ensaios sobre a Condição Juvenil. São Paulo: Giostri, 2015.

Abaixo um trecho do prefácio de Luiz Antônio Groppo:

PREFÁCIO



Nildo Viana é professor da Universidade Federal de Goiás, onde trabalha há vários anos ensinando e pesquisando sociologia, com incansável dedicação ao pensar e fazer ciências sociais com crítica e rigor. Destaca-se na vasta obra de Viana, além de diversas incursões à teoria social, bem como a temas como indústria cultural, educação e psicanálise, entre outros, a reflexão sociológica sobre a juventude.
Este seu livro, “Juventude e sociedade”, é belo exemplo desta reflexão que desde há alguns anos Viana se dedica. Pude conhecê-la desde há alguns anos, quando participamos, em 2003, na Casa da Juventude Pe. Burnier, em sua Goiânia, de um Seminário promovido pela casa sobre juventude. Lembro-me do pulsar daquela casa que acolheu então tantos e tão diversos jovens, bem como das conversas que tivemos com estes jovens e outros colegas, como o próprio Nildo Viana, que tratou sobre juventude e violência com grande competência.
O autor sempre foi fiel ao referencial teórico-metodológico do marxismo, interpretado de modo não determinista, bem como vinculado ético-politicamente ao socialismo dos conselhos, tendência do marxismo que os tempos obscuros do stalinismo tentaram jogar aos porões do pensamento. Na sua adoção do marxismo, Viana afasta-se de uma posição comum nesta corrente diante de aspectos da estrutural social que não derivam imediatamente das classes economicamente determinadas – como a juventude. Comumente, o marxismo tem rejeitado a temática da juventude como mero engodo ideológico. Outras vezes, reconhece-a apenas como aspecto secundário. Esta não é a posição de Viana, nem da sua criativa aplicação do pensamento marxista para entender as complexas relações entre sociedade de classes e estrutura etária no mundo capitalista, o nosso mundo.
Este uso criativo do pensamento de Marx, longe do determinismo economicista de muitos marxismos, que o permite compreender a centralidade da categoria juventude no mundo moderno e contemporâneo, é o primeiro mérito deste livro. Mas a obra tem uma série de outras qualidades.

A segunda qualidade que gostaria de destacar, é a sua preocupação constante em definir com clareza os conceitos empregados. Temos em mãos, é bom frisar, uma obra largamente teórica, preocupada em relacionar conceitos e processos sociais, trazendo dados concretos e processos históricos como comprovação ou exemplos. Esta clareza, neste sentido, é algo fundamental para uma obra deste teor. É algo que o autor conseguiu realizar com maestria. Um a um, conforme os capítulos apresentam-nos, os conceitos vão sendo definidos inequivocadamente, desde a matriz teórico-metodológica escolhida, o marxismo, mas dialogando com outras correntes próximas ou com possibilidade de relações, como o existencialismo de Sartre e a teoria das gerações de Mannheim. Por exemplo, já em seu primeiro capítulo, são definidas com clareza termos como cultura, memória, poder, identidade e, certamente, juventude".



quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Lançamento do livro "A Dinâmica da Violência Juvenil"



LANÇAMENTO DO LIVRO "A DINÂMICA DA VIOLÊNCIA JUVENIL".
Sexta às 20:00
Biblioteca do SESC, Centro, Rua 15 (esquina com rua 19), térreo, Centro, Goiânia-Go (Próximo ao Colégio Liceu).

Nessa data também será lançado o livro de Veralúcia Pinheiro e Lúcia Freitas, "Violência de Gênero, Linguagem e Direito", entre outros.